segunda-feira, outubro 8

Aparentemente Sóbrio

Quero beijos sinceros de amor.
Não vejo sentido em cultuar o frio
Num coração que forte, bate calor.

Quero frio na barriga, apreensão.
Esperar pelo cair da noite de um dia
quente, onde nada seja comum, cristão.

Quero calar, já não existe o que falar.
Tentar dizer o que não cabe à qualquer
que tente, por mais difícil, escutar.

Quero fechar os olhos e sorrir.
Abri-los quando necessário, quando
estiver pronto, quando for hora, partir.

Quero fugir do óbvio, sem desilusão.
Correr atrás da felicidade, saber se
há cumplicidade, amar por diversão.