Vivifico o sentir-me solitário
E vivifico-o a todo momento
Fujo de tudo e fujo de todos
E a todo tempo, fujo de mim mesmo
Encontro refúgio na clausura
Nas cárceres de meus pensamentos
Gritando alto por socorro
E tomando de encontro o silêncio
O silêncio, alimento do medo
Do eterno enclausuramento
Às celas dos meus tormentos
Dos tantos mistérios e segredos
Percebo ser eu, um ponto final
De uma longa história sem fim
A certeza, o óbvio, à sua frente
Um baile de máscaras indecentes
